Wikileaks confirma plano americano para assassinar Evo Morales

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Documentos divulgados pelo Wikileaks revelam a estratégia americana para promover um golpe de Estado na Bolívia e até mesmo assassinar o presidente do país, Evo Morales, em 2008.

O Ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramon Quintana, disse neste sábado (03/10/15) que documentos revelados pelo Wikileaks e publicados em livro mês passado, de autoria de Alexander Main e Dan Beeton, comprovam a estratégia dos Estados Unidos que cogitava, em 2008, fomentar um golpe no país e até mesmo o assassinato do presidente Evo Morales. Alexander Main e Dan Beeton trabalham no Centro para Pesquisa Econômica e Política (CEPR), em Washington, DC, e contribuíram para o livro “The WikiLeaks Files: The World According to US Empire​” (Os Arquivos WikiLeaks: O Mundo Segundo o Império dos EUA).

Quintana pediu “aos incrédulos” que leiam esses documentos sobre o complô americano contra o governo da Bolívia e o projeto de assassinato do presidente Evo Morales, lembrando que foram escritos por membros da própria embaixada dos EUA.

De acordo com o livro, durante os meses de agosto e setembro de 2008, o governo de Evo Morales enfrentava os líderes da oposição, que governavam os departamentos da região conhecida como ‘Media Luna’, e que se opunham às reformas promovidas pelo presidente e lutavam para criar “departamentos autônomos” no país, ou seja, estados independentes da união.

O livro prova que, durante este conflito, os Estados Unidos mantiveram “comunicação regular” com os líderes “autonomistas”, em cujas conversas falava-se de “explodir oleodutos” e de usar “violência como uma oportunidade para forçar o Governo a levar a sério qualquer diálogo”.

O livro está à venda na Amazon

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O ministro boliviano disse que os operadores da trama de 2008, além da Embaixada dos Estados Unidos no país, foram a DEA, a CIA e o Comando Sul, que empreenderam “um enorme aparato” naquele ano. Segundo Quintana, o golpe não prosperou “devido à força, à unidade e à consciência patriótica do povo boliviano”.

“É bom que as pessoas saibam a verdade escrita pela própria mão da embaixada, e isto que está publicado também relata o papel da USAID na Bolívia, em 2007, 2008 e 2009, até que os expulsamos”, disse o ministro da Presidência.

Ele revelou que a USAID desempenhou um intenso papel na desestabilização, através de uma série de projetos que subsidiaram financeiramente prefeituras da região da ‘Media Luna’, que se opunham ao governo do presidente Evo Morales.

Os Estados Unidos desenvolvem atualmente operações secretas em 135 países em todo o mundo, investindo mais de 10 bilhões de dólares. “Isto é o que denunciamos ao povo e aos nossos compatriotas da Pátria Grande, (…) denunciamos as estratégias covardes, anti-democráticas, subversivas e sub-reptícias dos Estados Unidos contra a Bolívia”, disse ele.

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