União Cunha-Renan-Serra para entregar o pré-sal é crime de lesa-pátria

“O Brasil está na iminência de sofrer um saque que deixa Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef, Pedro Barusco e toda esta turma como micróbios”, alerta o jornalista Fernando Brito em seu blog, o Tijolaço.

Ele se refere ao projeto que pretende excluir a Petrobras e tirar do Brasil o controle sobre o pré-sal, em vias de ser votado pelo Senado. O PLS 131/2015, de José Serra (PSDB-SP), tem os apoios de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, presidentes sob suspeição do Senado e da Câmara, investigados na Lava-Jato, e põe em risco a riqueza de R$ 20 trilhões (!!), quatro vezes o nosso PIB.

Leia abaixo a íntegra do artigo.

cunha-urubu

O mundo real, infelizmente, não é idílico. É bruto e cruel e quem tem só boas intenções, dizia a minha avó, lota o inferno.

O Brasil está na iminência de sofrer um saque que deixa Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef, Pedro Barusco e toda esta turma como micróbios.

Retirar a Petrobras do controle do pré-sal – parcial, nos direitos exploratórios,  com ao menos 30%, e estratégico, como operadora exclusiva, controlando a torneira – não representa milhões de dólares, como aqueles ratos embolsaram, mas trilhões de dólares que nos vão tirar, ao longo de gerações.

Ontem, na Folha, o Malafaia das leis, Eduardo Cunha, abriu o jogo.

Vai “corrigir” aquele maldito “erro” que foi revogar o regime de concessão, forma encontrada por Fernando Henrique para entregar nosso petróleo, para instituir a partilha, que garante ao país a propriedade das jazidas e a remuneração sobre o ganho na produção, e não apenas a “comissão” representada pelos royalties.

Os estrangeiros estão livres para explorar petróleo no Brasil há quase 20 anos e durante todo este tempo não operam a produção de nem 5% do petróleo e gás extraídos no Brasil.

É, só isso, porque 94,3% de tudo o que se produz são operados pela Petrobras e cerca de 1% por operadoras nacionais de pequeno porte, segundo os números oficiais de abril deste ano.

E não é distante da verdade dizer que as multinacionais chegaram a isso porque contam com a infraestrutura – portos, pessoal, suprimentos e transporte naval e aéreo de ambos para suas plataformas – criada em função da operação da petroleira do Brasil.

Estão livres para construir refinarias e não fizeram nenhuma.

E não fizeram porque não querem tirar do bolso o suficiente para serem maiores, inclusive operacionalmente.

É a estes investidores, os operadores eficientes e probos, a quem vamos entregar a maior jazida de petróleo descoberta no século 21?

Não há lei que proíba nenhuma empresa, de parte alguma do mundo, de explorar petróleo aqui. Tanto é que a Shell, a Total (francesa) e duas chinesas se tornaram sócias da Petrobras no megacampo de Libra, com parcela de 60% nos investimentos, custos e lucros.

Mas fazendo o que eles não querem que se faça: ter obrigações de aplicar dinheiro, especialmente na cadeia produtiva de máquinas, suprimentos e engenharia, atuando dentro dos padrões que servem ao país e deixar ao Brasil o controle de quanto petróleo se tira.

Mas Cunha, recém sagrado bispo da seita entreguista de José Serra, pretende, que gentil, “aliviar” a Petrobras dos investimentos e das tarefas de operadora da extração deste petróleo.

O enfraquecimento político do Governo, que começou a se erodir com as tais “jornadas de junho” (de 2013), os “não vai ter Copa”, os “padrão-Fifa”, deu neste Congresso que está aí, correndo para entregar nossa maior riqueza, nossa esperança de redenção econômica e social aos “velhinhos da Fifa” do mundo do petróleo, que corromperam, subornaram, assassinaram e fizeram guerras para controlar o combustível e a energia do planeta.

Claro que o governo petista tem muitas culpas neste processo, tanto por permitir que “ladrões de carreira” de dentro da Petrobras tenham montado esquemas de ladroagem como, até, por alguns que tenham ido dar “umas bicadas” por lá, num sistema eleitoral de natureza corrupta, sobre o qual podia ter colocado ao menos travas, quando tinha força para isso.

O essencial, porém, é ter subestimado a reação do mundo dos bilhões e do poder internacional à modestíssima afirmação dos interesses nacionais que procurou fazer.

E, na hora em que os abutres avançam, temos um governo tão fraco que nem mesmo percebe ter forças para gritar-lhes: xô, canalhas!

Mas nossos pequenos pulmões estão cheios e vamos gritar-lhes.

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