Terrorismo na rede: “Morte ao Lula” incita assassinato e Facebook colabora

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Vários internautas estão denunciando ao Facebook uma página que prega o assassinato do ex-presidente Lula já no nome, “Morte ao Lula”. Cabe lembrar que recentemente o Instituto Lula foi alvo de ataque terrorista, com bomba caseira cheia de pregos, capaz de matar e ferir gravemente. A resposta da rede social, no entanto, tem sido de que “[A página] não viola nossos Padrões da Comunidade”.

O vídeo onde Bolsonaro mata Lula e Dilma.

O vídeo onde Bolsonaro mata Lula e Dilma.

A “comunidade” tem pouco mais de 4.500 membros (em 09/08/2015) e é recheada de postagens violentas com frases como “Um tiro na cabeça do Luladrão resolve tudo”, além de um vídeo onde o deputado federal direitista Bolsonaro aparece matando Lula a tiros e Dilma, esganada. Há também chamadas para a manifestação golpista convocada para o próximo dia 16 de agosto.

Aparentemente, a comunidade foi criada ou é administrada por Rose Piazza (perfil no Facebook aqui), a quem um dos membros agradece a inclusão no grupo (como pode ser visto na postagem reproduzida abaixo). Em seu perfil, Rose Piazza informa que mora em Piracicaba e é funcionária da Secretaria Estadual de Educação de SP.

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Manifestações de ódio e o agradecimento à administradora do grupo, Rose Piazza.

O perfil de Rose Piazza defende o fim da democracia (intervenção militar), a manifestação golpista do próximo dia 16, e informa seu empregador:

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Ela também é responsável pela seguinte postagem no grupo:

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Se isso não é incitação ao crime, é o quê? Será que os terroristas que fizeram o atentado à bomba contra o Instituto Lula, por acaso, podem estar entre os membros dessa comunidade? – é uma pergunta válida, a ser investigada pela polícia federal.

Abaixo, a reprodução da resposta dada pelo Facebook ao blogueiro Antonio Mello, um dos que denunciou a “comunidade” por incitação à violência e ao ódio.

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Como o Facebook não toma providências para inibir a pregação do ódio e da violência – ou seja, aceita ser o veículo dessas ameaças, colaborando com esse tipo de agressão – alguns já estudam que medidas legais podem ser tomadas, não apenas contra a rede social, mas contra as pessoas que resolveram se associar e apoiar um grupo que prega “morte ao Lula”, ou seja, um ato criminoso.

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