Pedro Parente chega para ser o coveiro da Petrobras

As nomeações de Pedro Parente para a Petrobras e Maria Sílvia para o BNDES mostram que o governo interino de Michel Temer veio para terminar, a toque de caixa, o desmonte do Estado brasileiro iniciado por FHC. Segundo o jornalista Antonio Augusto, a Petrobras e o pré-sal são a bola da vez. É hora de reagir.

Parente-Destacada

TUCANO NA PETROBRAS É FESTA DAS MULTINACIONAIS

O privatismo dos golpistas

Por Antonio Augusto

Pedro Parente vem para facilitar o objetivo principal do golpe: tirar o pré-sal dos brasileiros.

As medidas de uma semana do governo golpista são inequívocas.

Ataques em toda a linha contra os direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro.

O objetivo principal dos golpistas é se apoderar da imensa riqueza do pré-sal. Graças a essas reservas imensas, o Brasil possui 30% de todo o petróleo conhecido existente no mundo.

Tirar a Petrobras da jogada, privatizá-la, sempre foi objetivo da direita brasileira.

O WikiLeaks demonstrou que uma das primeiras medidas do tucano José Serra, caso eleito presidente em 2010, seria a entrega do pré-sal para as multinacionais.

O intento foi frustrado pela vitória de Dilma para seu primeiro mandato.

Mas Serra e a direita não desistiram. Projeto recente aprovado no Senado tira a prerrogativa da Petrobras de principal gestora e operadora dos campos do pré-sal.

O projeto entreguista se completa com a privatização da Petrobras.

Aécio Neves, o candidato tucano em 2014, disse ainda na campanha que “a Petrobras deveria ser privatizada em algum momento”.

O povo brasileiro elegeu Dilma exatamente para um programa oposto.

Os golpistas entreguistas, mesmo com o apoio total da mídia conservadora e venal, Rede Globo à frente, há quatro eleições presidenciais, desde 2002, tomam surras eleitorais do povo nas eleições presidenciais.

GOLPE DE LESA-PÁTRIA

Para seus atos antinacionais de lesa-Pátria escolheram agora a aventura golpista.

No entreguismo do pré-sal, nos ataques à Petrobras, a usurpação golpista nomeou para a presidência da Petrobras ninguém menos que Pedro Parente.

Quem é ele?

Como secretário-executivo do Ministério da Fazenda era considerado o “faz-tudo” de FHC. Saiu, com a derrota tucana, em 2002, do serviço público.

Tornou-se presidente do Grupo RBS, afiliada da Rede Globo no sul do país. Depois tornou-se presidente da multinacional de alimentos Bunge, um dos principais sustentáculos das ditaduras genocidas argentinas, responsáveis pelo desaparecimento de 30 mil opositores políticos.

Também foi consultor da Prada e integrante dos conselhos de administração de cinco empresas vinculadas ao grande capital.

Parente não queria voltar ao serviço público por conta dos processos nos quais esteve envolvido em razão de sua passagem pelo governo FHC.

Seu nome já fora recomendado pelo ex-presidente tucano a Aécio, para a presidência da Petrobras.

Como o golpe se empenha em fazer letra morta da vontade popular, Parente é posto na Petrobras agora por Temer.

DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO NACIONAL

Se somarmos a isso a indicação de Maria Sílvia Bastos Marques, uma ultra-neoliberal, para a presidência do BNDES, fica claro que o governo golpista pretende concluir a destruição do patrimônio nacional conduzida pelos governos de FHC.

Ela participou ativamente do Programa Nacional de Desestatização (PND) durante os anos FHC. Esse programa entregou a Vale do Rio Doce (as riquezas minerais, o subsolo do Brasil), as telecomunicações, o setor elétrico, a siderurgia, o patrimônio nacional, para empresas estrangeiras e o grande capital. Liquidou também os bancos estaduais, o Banespa foi na bandeja para o Santander.

O pretexto era que, com o dinheiro das vendas das empresas, o Estado poderia resolver os problemas de Educação, Saúde e Segurança. Lembram da campanha publicitária do elefante?

O dinheiro arrecadado, cerca de US$ 70 bi, vendas para lá de subfaturadas, compras com as chamadas moedas podres (que não eram dinheiro vivo, mas simples escrituração nominal, pó), parou no cofre dos banqueiros, sugadores da mamata sem fim da “dívida pública”.

A isso as Mírians Leitão, os Sardenbergs, os Willians Waack, chamam de “corte do gasto público”, “responsabilidade fiscal”, e outros rótulos ocos desse mantra sempiterno e mentiroso.

Cadê a Educação, a Saúde, a Segurança, que o PND garantiria?

Os golpistas, agora, nem falam mais nisso. Já dizem, com todas as letras, com o descaramento do golpe, que a “solução” para a Saúde e a Educação são, respectivamente: cada brasileiro ter um plano de saúde privado; não abrir universidades públicas e, nelas, cobrança de mensalidades na pós-graduação e em cursos de extensão.

Com Pedro Parente na Petrobras, e Maria Sílvia no BNDES, é mais do que hora dos brasileiros reeditarem a campanha “O petróleo é nosso!”.

A palavra de ordem agora, ao lado da defesa da Petrobras, é “O pré-sal é nosso!”.

Evitar o plano em marcha de destruição do país, de condenação do povo brasileiro ao subdesenvolvimento, é motivo dos mais fortes para a não-aceitação da usurpação golpista.

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