“O Globo” é a verdadeira sucessão ininterrupta de escândalos em série

“Na sua campanha ininterrupta pelo golpe, ‘O Globo’ saiu meses a fio com um antetítulo sobre a manchete: ‘Escândalos em série’. Pois é, agora o antetítulo sumiu: os ‘escândalos em série’ acabaram para ‘O Globo'”. A observação é do jornalista Antonio Augusto, que analisa neste artigo o comportamento e a trajetória do jornal que tem sido o carro-chefe da propaganda golpista, entreguista e antipopular no Brasil. Para Augusto, “O Globo” é a verdadeira sucessão ininterrupta de escândalos em série.

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“O GLOBO” SÃO OS ESCÂNDALOS EM SÉRIE

Por Antonio Augusto

Na sua campanha ininterrupta pelo golpe, ”O Globo” saiu meses a fio com um antetítulo sobre a manchete: “Escândalos em série”.

Pois é, agora o antetítulo sumiu: os “escândalos em série” acabaram para “O Globo”.

Logo agora, que eles escalam níveis pra lá do Everest.

Sete ministros golpistas envolvidos na Lava-Jato. Mas, claro, isso não é escândalo. Era só o Lula que não podia assumir ministério.

Moro, o justiceiro de araque, diz agora que “a corrupção é sistêmica”, logo não há pressa em apurá-la: nada de novas delações premiadas, conduções coercivas, não mais vazamentos para estardalhaço na Rede Golpe. Claro, isso também não é escândalo para “O Globo”. Evidentemente Moro vai voltar a atacar.

Contra os corruptos que açambarcam agora o país? Não, contra Lula. Aí a vinheta “Escândalos em série” vai voltar.

Um ministro da Justiça, que é porrada pura, até com ligações não esclarecidas com o PCC, seria escândalo? Imagina, diz “O Globo”, e trata o careca mussoliniano como “jurista”.

Um ministro dos Transportes ladrão de merenda. Ora, nem falar nisso para “O Globo”.

Um ministro da Agricultura que tornou o norte amazônico de Mato Grosso um deserto. Ora, ora, o agronegócio é um esteio do desenvolvimento do Brasil para “O Globo”.

Um Gabinete de Assuntos Estratégicos com o general Sérgio Etchegoyen, o que indica sinal verde para a criação inconstitucional de aparatos estatais de perseguição política. Claro que não é escândalo, pois “O Globo” sempre apoiou a repressão política. Então, qual o problema com a família golpista Etchegoyen, integrada por diversos militares, vinculados ao longo do tempo com a repressão política?

Acabar o Ministério da Cultura? Mas se as pessoas forem cultas não lerão “O Globo”.

E por aí vai, a lista é longa, e cada vez maior. É só, nós, jornalistas, apurarmos.

“O GLOBO”, SEMPRE GOLPISTA

Escandalo-3Na verdade “Os escândalo em série” é a própria existência de “O Globo”.

O jornal apoiou o Estado de Guerra, que levou à ditadura do Estado Novo, em 1937. Apoiou a entrega de Olga Benário Prestes, grávida, aos nazistas.

Paparicou os integralistas.

Apoiou o golpe contra a democracia que foi a cassação do PCB em 1947.

Apoiou os assassinatos de dezenas de manifestantes durante o governo americanófilo de Dutra.

Escandalo-2Foi contra o aumento de 100% dado por Jango, quando ministro do Trabalho de Getúlio.

Sempre foi contra greves.

Teve convulsões contra a campanha “O petróleo é nosso” e a criação da Petrobrás.

Hoje estão saltitantes com a entrega do pré-sal. Vibram quando o medíocre, o traidor, o golpista usurpador Temer fala em “menos Estado”.

“O Globo” não dá a mínima para as citações de corrupção de Temer, inclusive nos autos que levaram à cassação de Eduardo Cunha pelo STF.

O jornal participou da campanha golpista que levou Getúlio ao suicídio.

Queria que o sangue de jovens brasileiros jorrasse na Guerra da Coréia.

Foi contra a posse de Juscelino.

E também de Jango.

Escandalo-1Saiu com uma manchete, em 1962, no dia seguinte à lei de aprovação do décimo-terceiro salário:

“Considerado desastroso para o país a aprovação de um décimo-terceiro salário”.

Nenhum jornal apoiou tanto a Redentora de 1964 como o jornal entreguista da Rua Irineu Marinho.

“The Globe” vibrou quando Juracy Magalhães, primeiro embaixador dos golpistas de 1964, nos EUA, falou da maneira mais prostituída:

“O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.

Para “O Globo”, durante todo o governo Médici, não havia tortura no Brasil, tudo era “uma campanha de maus brasileiros”.

“O Globo” foi contra as “diretas já!”.

Escandalo-4Manipulou o noticiário durante a fraude eleitoral contra Brizola, em 1982, o escândalo Proconsult, em que as Organizações Globo jogaram papel ativo.

Para concluir, que a lista é praticamente infinita, “O Globo” fez oposição ao mandato de Dilma mesmo antes dela assumir. Só esteve atrás da Rede Globo na trama do atual golpe. Na Globonews, as urnas do segundo mandato ainda não tinham nem acabado de ser apuradas e os “comentaristas” já discutiam o “impeachment”.

“O Globo”, jornal com a credibilidade de Mervais e Alis Kamel.

“O Globo”, jornal que merece cancelamento geral de assinaturas.

Um periódico sempre contra a democracia, o Brasil e o povo brasileiro.

“O Globo”, a verdadeira sucessão ininterrupta de escândalos em série.

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