Novas regras do seguro-desemprego esqueceram vítimas da crise

Seria justo que pelo menos nos casos de empresas que demitem em massa ou pedem falência os direitos dos trabalhadores tivessem sido preservados.

DesempregadosEstão em vigor desde o dia 17 de junho, as mudanças no seguro-desemprego e no abono salarial. As medidas endureceram as regras para os trabalhadores em geral, sem levar em conta situações específicas nas quais o empregado não tem a menor culpa por ser mandado embora.

Um exemplo é o dos trabalhadores que forem vítimas de demissões em massa e, por conta disso, não cumprirem as carências agora exigidas. Também não se considerou as demissões, coletivas ou individuais, fruto de falência de empresas, quer por má gestão ou pela retração econômica que o país vive.

As verbas do Fundo de Apoio ao Trabalhador (FAT) têm claro intuito social, e poderiam bancar o benefício nestes casos específicos, independente de quanto tempo o trabalhador tenha trabalhado. Seriam exceções bastante justas, na verdade um amparo para quem for vítima da crise econômica.

Como ficaram os novos prazos para poder obter o seguro- desemprego

1ª solicitação 2ª solicitação

3ª solicitação

Requisito

12 meses de trabalho 9 meses

6 meses

Mudanças no abono salarial

O valor passa a ser proporcional ao tempo trabalhado, na razão de 1/12. Assim, quem trabalhou 12 meses no ano anterior e recebeu até dois salários mínimos tem direito a um abono (conhecido popularmente como PIS) no valor de um salário mínimo. Quem trabalhou seis meses recebe a metade, três meses a quarta parte, e assim sucessivamente.

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