Música: um santo alívio para o paciente de Alzheimer

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A memória musical é a última a ser perdida. Tocar músicas que o paciente gosta ajuda a acalmar, segundo os especialistas. Veja essa  e outras dicas importantes para lidar com um paciente de Alzheimer:

  • O amparo familiar deixa o paciente bem. Procure fazer atividades, ouvir música (sempre as conhecidas e de preferência do paciente).
  • Através da música, o paciente traz à tona recordações (de ritmo e letra), o que é muito bom. A música mantém a comunicação do paciente com o mundo, ativa a memória e, sobretudo, acalma. A memória musical é a última a ser perdida.
  • Não adianta muito ficar uma acompanhante com a TV ligada o tempo todo. A partir de certa fase da doença, o paciente não entende o que está passando na TV. Então, na prática, sente-se isolado e inativo.
  • Com a evolução da doença, torna-se mais difícil entender o que o paciente quer dizer. Não corrija, não interrompa, não critique. Não tente ensinar. Sorria. Concorde com ele.
  • Nunca infantilize o paciente. Nada de dizer coisas como “sua comidinha”, “seu leitinho”. O paciente tem uma história de vida. Respeite. É um cidadão. Não trate como criança, nem como um inútil.
  • Lembre-se que a vítima da doença é ele, o paciente.
  • Nunca tente convencer o paciente sobre religião, qualquer uma. O apoio espiritual pode fazer bem à família, se assim ela considera. Para o paciente é inútil e só fará mal.
  • Manter a rotina de consultas médicas. Com a evolução da doença, os remédios precisam ser trocados, ou suas doses. Informe ao médico as alterações comportamentais havidas. Faça isso de forma organizada. Numa folha, anote todos os episódios, dia e hora.
  • Mantenha as práticas de higiene do paciente, como escovar os dentes, tomar banho, etc. A ducha do chuveiro pode ser incômoda ao paciente quando bate em seu rosto. Banhos indiretos podem ser mais suaves e menos estressantes para o paciente. Observe para não constranger o paciente, que pode se desagradar de ficar nu diante do cuidador, seja da família ou não. Música durante o banho pode ser uma excelente ideia.
  • A família cuidadora precisa estar bem. Só assim o paciente também ficará. Quanto mais unida, melhor.
  • Existe na Doença de Alzheimer a possibilidade de acontecer a chamada “reação catastrófica” do paciente. É um momento em que ele fica agitado, agressivo, muitas vezes contra o próprio cuidador. A causa disso pode ser o fato dele estar hiperestimulado (atividade demais) ou entediado (falta de atividade). Pode ser também por sentir sede, fome ou alguma dor. Nessa hora, muita calma, música e tentar suprir a necessidade que o paciente tem, mas não sabe expressar.

Veja como é feito o diagnóstico. Clique aqui. 

Aqui, o site da APAZ.
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