Che Guevara explica o fomento do ódio no Brasil. Veja o vídeo

“A natureza do imperialismo é bestializar os homens, convertendo-os em feras sedentas de sangue, dispostas a degolar, a assassinar, a destruir”. A denúncia é antiga: foi feita pelo revolucionário Che Guevara, em 1964, em discurso proferido na ONU, e está gravada em vídeo (veja abaixo). Ela explica o ódio que campeia no Brasil de hoje.

che-guevara

A lembrança do discurso de Che Guevara vem a calhar no momento em que o ódio está em alta no Brasil, fomentado pela grande mídia. Empresas privadas financiadas, essencialmente, pelas grandes multinacionais, através da veiculação – muito bem paga – de grandes campanhas publicitárias. Em suma, anúncios e mais anúncios.

A essa sustentação econômica, nossa mídia responde prestando importantes serviços.

Ela combate sem pudor, não apenas programas sociais e outras políticas importantes para trabalhadores, pobres e negros. As causas gerais da pátria também são diuturnamente negadas, combatidas e, até, ridicularizadas pelas 6 famílias vendidas às multinacionais.

Seus veículos de TV, rádio e jornais jogam contra os interesses, não só do povo, mas também dos nossos empresários e do próprio capitalismo brasileiro. Por exemplo, quando tentam solapar nossa soberania sobre a imensa riqueza do pré-sal. Quando apoiam o projeto de José Serra para que petroleiras estrangeiras façam a festa com o ouro negro que nós descobrimos, depois de anos de pesquisa e investimentos. Ou quando tentam derrubar a política de conteúdo nacional nas compras da Petrobras. Exemplos de subserviência ao capital estrangeiro não faltam.

O nome disso é trabalhar para o império – e não para o Brasil.

Em outras palavras, nossa mídia atua como porta-voz do imperialismo dentro do Brasil.

E é essa mídia imperial que tem fomentado o ódio do linchamento, especificamente o linchamento moral, e o faz seletivamente contra o partido trabalhista que ocupa o poder (hoje é o PT, mas já fizeram o mesmo com Vargas e com Jango, do antigo PTB, e com Brizola, do PDT). De fato, eles sentem ódio por tudo que cheire a povo, a trabalhador e a nacionalismo – e esse ódio é transmitido em rede nacional.

Ocorre que o ódio – basta lembrar de Hitler contra os judeus -, alimenta-se de duas coisas: informação deturpada ou mentirosa e apelo emocional. A irracionalidade é fundamental para o desenvolvimento do ódio. E aí, nesse caldo, não tem como separar o linchamento moral do verbal e do físico. A agressividade está no ar.

É o que temos visto no Brasil, sobretudo na região Sudeste. Uma horda de bestializados, incapazes de pensar, ponderar e de agir civilizadamente. Pessoas, inclusive de bom poder aquisitivo, hostilizando outras por conta de suas opiniões políticas, agredindo verbalmente e quase fisicamente. E há os linchamentos físicos, praticados por hordas de assassinos que “justificam” seu crime por conta do linchado ser, supostamente, “um criminoso”.

Todos esses comportamentos são um só: ódio animal, irracional, estrategicamente fomentado por quem tem o poder da comunicação de massas.

Mais que nunca, os fatos lembram o Che: “A natureza do imperialismo é bestializar os homens, convertendo-os em feras sedentas de sangue, dispostas a degolar, a assassinar, a destruir” (aos 3’26”). Em seu discurso, o grande mártir revolucionário nos lembra que a História mostra que “não se pode confiar no imperialismo nem um tantinho sequer, nada!”

Veja o vídeo.

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